NESTE DIA 31 DE OUTUBRO É DIA DA DONA DE CASA

DONA DE CASA EM TEMPO INTEGRAL, MÃE, ESPOSA OU PROFISSIONAL? ISSO SEMPRE FEZ PARTE DA MINHA VIDA.

Admiro aquelas que são felizes em ser a rainha do lar e se basta com o que o marido traz para casa, mesmo que lhe falte algumas coisinhas destas das quais toda mulher adora.

Equilibrar afazeres domésticos, levar filhos a escola, ao balé, a natação, as festas de amiguinhos, e fazer café da manha, almoço, lavar, passar, ir para o trabalho, buscar filho na escola, passar ao supermercado.  Isso fez parte da minha vida, e eu sonhava em chegar a hora que seria somente dona de casa, no entanto quando ficava muito tempo, sentia falta do trabalho e tudo mais.

Eu comecei a trabalhar com 11 anos e na minha época não tinha esse negócio proibição de trabalho infantil, pois se quisesse estudar mais e conseguir alguma coisa na vida tinha que ajudar a suprir as despesas. Meu pai tinha três filhas e as duas menores muito mais dependente deles por ter menos saúde.

Assim eu tive que tomar decisões muito mais cedo e passei a trabalhar e pagar meus estudos, desde a metade do ginásio da época, passando a estudar a noite e trabalhar de dia.

Quando cheguei ao colégio cheguei a fazer técnico de administração de empresas, o que tive que parar por não ter como pagar e voltei ao colégio do estado.

Mas consegui terminar com ótimas notas, apesar de quase não ter tempo de estudar durante o dia.

E assim pouco depois conheci meu marido que estava fazendo cursinho, tentou vestibular, mas não conseguiu naquele ano. E passou o tempo até que tanta coisa nesse meio tempo se passou e a doença da minha mãe me fez ficar em casa por um tempo para cuidar dela e de meu irmão que ainda era bem pequeno.

Quando ela já estava bem, eu e meu marido ficamos noivos e marcamos o casamento, então no começo eu estive somente em casa, sempre trabalhando com alguma coisa para ajudar nas despesas, e tempo depois já tinha minha filha com dois anos e tive que voltar a trabalhar fora, e até quando engravidei do meu segundo filho, continuei a trabalhar, ficando apenas três meses durante a amamentação e depois decidi trabalhar meio período, para ficar mais tempo com eles. E até que comecei a trabalhar com vendas. Então nessa empresa eu ia uma vez por semana e ficava fazendo contacto do telefone da minha casa e via fax enviava pedidos a empresa, também fazia visitas ao menos duas vezes por semana a minhas revendedoras, e ai em apenas 6 meses ganhei vários prêmios e viagens. E com isso aprendi a administrar meu tempo entre ser dona de casa e profissional. E depois dessa empresa foram outras e quando ficava em casa sempre fazia algo, nunca me conformei em depender do salário apenas do meu marido,  sempre gostei de ficar em casa, cuidando e fazendo os afazeres domésticos, quando ficava muito tempo,  sentia falta de atividade. Então comecei a fazer trabalhos voluntários em uma entidade que cuidava de criança carente desde creche a abrigos e criança de rua, e até fui membro do conselho municipal dos direitos da criança e do adolescente, que foi a coisa mais maravilhosa que fiz até hoje, e esse trabalho me preenchia e me fazia muito bem e meus filhos cresceram aprendendo a se doar, inclusive minha filha na época, dava aula de origami na creche e também aula de computação para crianças da comunidade.

E quando surgiu a oportunidade de uma sociedade com um amigo de infância em uma escola de informática e cursos profissionalizante, eu mergulhei de cabeça, pois a minha ideia era comprar a parte dele e fazer dessa escola um diferencial em cursos para crianças carentes, mas fui enganada, pois no inicio parece que estava mos falando à mesma língua, mas quando a esposa resolveu ter ciúmes, não sei bem como começou, mas acho que ficava incomodada com o meu sucesso, então começou a virar a cabeça dele e começaram a desviar dinheiro e tomar decisões sem me consultar, e quando meu marido perdeu o emprego e veio para o Japão, eu resolvi ficar e tentar manter ainda a escola, mas acho que esta parte da história vocês já sabem que não terminou bem, e eu tive que vir para o Japão e recomeçar aqui.

Bom na verdade, ainda fiquei sozinha no Brasil por dois anos enquanto meu marido se adaptava aqui no Japão. Neste tempo estive tentando por meio de processos com a justiça, rever algumas coisas que investi nesta sociedade, foi um período de muita luta e decepções até com pessoas da família que não entendia minha luta e achava que tinha que deixar tudo  isso para traz e acabou que deixei um pouco, incluindo meus filhos no Brasil.

 E vim para o Japão, minha filha acabava de completar 18 anos e eu a emancipei para que ficasse responsável pelo meu filho que tinha14 anos.

Apesar de meus pais estarem sempre por perto, queria que fossem responsáveis de alguma forma. Então cheguei e fui morar com duas pessoas que trabalhava comigo na fabrica e meu marido em outra cidade, à uma hora de onde morava. E nos encontrávamos nos finais de semanas e feriados, já que não era permitido nos encontrar no apartamento onde eu morava, regras imposta pelas minhas colegas. Então após um ano, trouxe meus dois filhos e recomeçamos nossa vida em família novamente. No começo foi bem difícil, mas a alegria de estarmos juntos compensava tudo, e como meu filho com apenas quinze anos, não podia trabalhar na mesma fabrica onde trabalhava, então entrou no curso de japonês pelo método kumom. Pois a escola já era bem difícil pela idade dele e na região não havia outro tipo de curso. Depois disso minha filha adoeceu e voltou ao Brasil para se tratar e acabou casando com um ex-colega de escola. E hoje estão aqui comigo novamente. E apesar de alguns problemas recente de saúde com ela, aparentemente esta tentando se recuperar.

E por isso hoje eu sou feliz, ficando em casa ou não eu sempre estarei à procura de algo melhor para minha família e para os que me são caros. Não sei se qualidade ou defeito, mas me incomoda ver pessoas ociosas desperdiçando o tempo e a vida, sem ter feito algo, para deixar de herança quando se for desta vida. E isso não precisa ser necessariamente coisas grandes mas poderá ser simplesmente uma receita especial que deixe com carinho para  filhos e netos.

NESTE DIA 31 DE OUTUBRO É DIA DA DONA DE CASA

DONA DE CASA EM TEMPO INTEGRAL, MÃE, ESPOSA OU PROFISSIONAL? ISSO SEMPRE FEZ PARTE DA MINHA VIDA.

Admiro aquelas que são felizes em ser a rainha do lar e se basta com o que o marido traz para casa, mesmo que lhe falte algumas coisinhas destas das quais toda mulher adora.

Equilibrar afazeres domésticos, levar filhos a escola, ao balé, a natação, as festas de amiguinhos, e fazer café da manha, almoço, lavar, passar, ir para o trabalho, buscar filho na escola, passar ao supermercado.  Isso fez parte da minha vida, e eu sonhava em chegar a hora que seria somente dona de casa, no entanto quando ficava muito tempo, sentia falta do trabalho e tudo mais.

Eu comecei a trabalhar com 11 anos e na minha época não tinha esse negócio proibição de trabalho infantil, pois se quisesse estudar mais e conseguir alguma coisa na vida tinha que ajudar a suprir as despesas. Meu pai tinha três filhas e as duas menores muito mais dependente deles por ter menos saúde.

Assim eu tive que tomar decisões muito mais cedo e passei a trabalhar e pagar meus estudos, desde a metade do ginásio da época, passando a estudar a noite e trabalhar de dia.

Quando cheguei ao colégio cheguei a fazer técnico de administração de empresas, o que tive que parar por não ter como pagar e voltei ao colégio do estado.

Mas consegui terminar com ótimas notas, apesar de quase não ter tempo de estudar durante o dia.

E assim pouco depois conheci meu marido que estava fazendo cursinho, tentou vestibular, mas não conseguiu naquele ano. E passou o tempo até que tanta coisa nesse meio tempo se passou e a doença da minha mãe me fez ficar em casa por um tempo para cuidar dela e de meu irmão que ainda era bem pequeno.

Quando ela já estava bem, eu e meu marido ficamos noivos e marcamos o casamento, então no começo eu estive somente em casa, sempre trabalhando com alguma coisa para ajudar nas despesas, e tempo depois já tinha minha filha com dois anos e tive que voltar a trabalhar fora, e até quando engravidei do meu segundo filho, continuei a trabalhar, ficando apenas três meses durante a amamentação e depois decidi trabalhar meio período, para ficar mais tempo com eles. E até que comecei a trabalhar com vendas. Então nessa empresa eu ia uma vez por semana e ficava fazendo contacto do telefone da minha casa e via fax enviava pedidos a empresa, também fazia visitas ao menos duas vezes por semana a minhas revendedoras, e ai em apenas 6 meses ganhei vários prêmios e viagens. E com isso aprendi a administrar meu tempo entre ser dona de casa e profissional. E depois dessa empresa foram outras e quando ficava em casa sempre fazia algo, nunca me conformei em depender do salário apenas do meu marido,  sempre gostei de ficar em casa, cuidando e fazendo os afazeres domésticos, quando ficava muito tempo,  sentia falta de atividade. Então comecei a fazer trabalhos voluntários em uma entidade que cuidava de criança carente desde creche a abrigos e criança de rua, e até fui membro do conselho municipal dos direitos da criança e do adolescente, que foi a coisa mais maravilhosa que fiz até hoje, e esse trabalho me preenchia e me fazia muito bem e meus filhos cresceram aprendendo a se doar, inclusive minha filha na época, dava aula de origami na creche e também aula de computação para crianças da comunidade.

E quando surgiu a oportunidade de uma sociedade com um amigo de infância em uma escola de informática e cursos profissionalizante, eu mergulhei de cabeça, pois a minha ideia era comprar a parte dele e fazer dessa escola um diferencial em cursos para crianças carentes, mas fui enganada, pois no inicio parece que estava mos falando à mesma língua, mas quando a esposa resolveu ter ciúmes, não sei bem como começou, mas acho que ficava incomodada com o meu sucesso, então começou a virar a cabeça dele e começaram a desviar dinheiro e tomar decisões sem me consultar, e quando meu marido perdeu o emprego e veio para o Japão, eu resolvi ficar e tentar manter ainda a escola, mas acho que esta parte da história vocês já sabem que não terminou bem, e eu tive que vir para o Japão e recomeçar aqui.

Bom na verdade, ainda fiquei sozinha no Brasil por dois anos enquanto meu marido se adaptava aqui no Japão. Neste tempo estive tentando por meio de processos com a justiça, rever algumas coisas que investi nesta sociedade, foi um período de muita luta e decepções até com pessoas da família que não entendia minha luta e achava que tinha que deixar tudo  isso para traz e acabou que deixei um pouco, incluindo meus filhos no Brasil.

 E vim para o Japão, minha filha acabava de completar 18 anos e eu a emancipei para que ficasse responsável pelo meu filho que tinha14 anos.

Apesar de meus pais estarem sempre por perto, queria que fossem responsáveis de alguma forma. Então cheguei e fui morar com duas pessoas que trabalhava comigo na fabrica e meu marido em outra cidade, à uma hora de onde morava. E nos encontrávamos nos finais de semanas e feriados, já que não era permitido nos encontrar no apartamento onde eu morava, regras imposta pelas minhas colegas. Então após um ano, trouxe meus dois filhos e recomeçamos nossa vida em família novamente. No começo foi bem difícil, mas a alegria de estarmos juntos compensava tudo, e como meu filho com apenas quinze anos, não podia trabalhar na mesma fabrica onde trabalhava, então entrou no curso de japonês pelo método kumom. Pois a escola já era bem difícil pela idade dele e na região não havia outro tipo de curso. Depois disso minha filha adoeceu e voltou ao Brasil para se tratar e acabou casando com um ex-colega de escola. E hoje estão aqui comigo novamente. E apesar de alguns problemas recente de saúde com ela, aparentemente esta tentando se recuperar.

E por isso hoje eu sou feliz, ficando em casa ou não eu sempre estarei à procura de algo melhor para minha família e para os que me são caros. Não sei se qualidade ou defeito, mas me incomoda ver pessoas ociosas desperdiçando o tempo e a vida, sem ter feito algo, para deixar de herança quando se for desta vida. E isso não precisa ser necessariamente coisas grandes mas poderá ser simplesmente uma receita especial que deixe com carinho para  filhos e netos.