O outro lado da história…

Tenho sido colocada em contato com os dois lados de uma mesma história, de uma forma tão insistente que cada vez mais percebo como é bom clarear as coisas antes de julgar…

Comecei a ter conhecimento de situações onde os dois lados me mostravam as suas versões e sua aparente razão. E o que percebi é que os dois lados tinham todos os motivos para julgar ter razão porque só tomavam conhecimento de uma parte da verdade…

O que uma simples conversa aberta e franca poderia clarear, muitas vezes se transforma em uma barreira intransponível. Muitas histórias que poderiam ser luminosas… se perdem em razão de mágoas causadas por julgamentos que levam em conta somente uma visão parcial…

A vida nos dá o aprendizado de que precisamos, disso eu não tenho nenhuma dúvida… nós é que muitas vezes não enxergamos que… onde vemos só sofrimento, existe algo muito maior a ser encontrado, existe crescimento e a oportunidade de liberar coisas que nos impediam de crescer…

Só que muitas vezes preferimos ficar no julgamento e defendendo a nossa razão a todo custo, sem perceber que existem muitas verdades relativas em uma mesma situação…

O que sinto que está sendo pedido a cada um de nós nesse momento, é que deixemos de lado os julgamentos que se baseiam em conceitos fixos sobre o certo e o errado e que nos tornemos mais abertos para perceber o que está escondido nas situações que nos chegam como desafio a cada dia.

Quando atravessamos alguma situação na qual nos julgamos vítimas e que somos nós que estamos certos e outro lado que está errado… é sempre bom que a gente tenha em mente que o que nos chega é filtrado por uma visão ainda muito limitada e que julgar e condenar com base nessa visão pode nos trazer sofrimento inútil.

Já notaram como somos mestres em criar histórias e mais histórias baseadas na nossa visão das situações e nos prendemos a roteiros que criamos de forma tal que nem nos damos ao trabalho de escutar o outro lado… e de perceber que o outro lado também pode ter razão de acordo com uma visão, também limitada, da situação… Criamos esses episódios e sofremos com a nossa própria criação…

Quantas vezes julgamos uma ação do outro sem conhecer os motivos que levaram aquela pessoa a agir daquela forma… preferimos nós mesmos criar e especular sobre esses motivos em vez de ter a coragem e perguntar o porquê…

Acho que estamos em um tempo que pede clareza… sinto que o Universo nos pede que deixemos de lado esses julgamentos que são feitos só a partir de um único ponto de vista e que sejamos mais abertos para ouvir também o outro lado da história…

É exatamente nesse ponto que pode estar escondida a luz que irá clarear o nosso caminhar… e tornar mais leve essa nossa passagem aqui e agora…

Tirado do Blog

de Rubia A. Dantés

Pessoas não são descartáveis…

Pessoas não são descartáveis…
Creio que o Evangelho de Jesus de Nazaré seria suficientemente preciso para nos ensinar a respeito do valor das pessoas…

A sociedade possui habilidade em lançar fora quem achar por bem lançar. São muitas as coorporações que, por ligeiros estalos de dedos, descartam indivíduos.

O ser humano tem como parte de si desprezar quem não lhe interessa mais. Porém, percebemos que Jesus vem nos corrigir. Ele nos vem ensinar sobre o próximo, e não sobre nossa defesa para com um grupo. Não é o grupo que interessa o Senhor Jesus, mas é a parte que integra o grupo na sua somatória – aliás, não haveriam grupos se não houvesse o indivíduo.

O que me motiva em direção deste tema é o fato de assistir muitos grupos, inclusive grupos que se denominam corpo de Jesus – Aquele que dignifica a pessoa, o indivíduo – na ação de arrastarem indivíduos para fora de seus meios.

O mundo vivido sob a ótica do reino de Cristo é inclusivo e não destrutivo, descartável. O problema é que o homem aprendeu a viver em um mundo descartável. Tudo se joga fora. Tudo se usa apenas uma vez. O reciclável é apenas uma tentativa de lucrar com aquilo que um dia não prestou mais. No entanto, pessoas não são recicláveis; daí, indivíduos descartáveis não são reaproveitados por ninguém, a não ser pelo próprio Jesus. Aprendeu-se que tudo o que não serve mais se despreza. Todavia, é preciso compreender que somos todos feitos do mesmo material.

Nossa oração deve dedicar atenção para que Deus tenha misericórdia conosco. Devemos orar por nós mesmos, não pedindo algo para o nosso deleite, mas pedindo que Deus nos ensine quem verdadeiramente somos, assim, entenderemos quem verdadeiramente são os outros.

Essa mentalidade é da Igreja. A Igreja que a Bíblia exalta. A Bíblia aponta para essa Igreja. É ela quem deve ensinar a todos. Os que erram devem ser abraçados. Devem ser abraçados por todos da Igreja – somente entende sobre o erro, quem também o comete, ou melhor, quem também o assume (quando falo em erro, se quiser pensar em pecado, fique a vontade, apenas não me descarte por isso).

Não deixemos os que erram-pecam solitários, quando realmente são culpados.

A característica de uma pessoa que caminha onde Cristo caminha, diz respeito ao levantar. Jesus, por onde passava, sempre levantou os que caíram.

Que ninguém seja desprezado. Que ninguém despreze. Pois quando isso lhe vier à cabeça, lembre-se que Deus o acolheu.

Tirado do Blog

No caminho de Cristo

de Joerley Cruz